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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Imediatismos idiotas

O que tenho visto hoje em dia é isso:  Uma correria emocional e material em busca de um prazer que nunca chega pra ninguém. 

As pessoas aprendem desde cedo que " o ser feliz" só será possível, se vc for um vencedor de alguma coisa. Um vencedor absoluto e sempre . 

Nesse mundo de emoções liquidas e precárias, o que supre as carências normais do ser humano ? COISAS. Isso mesmo, coisas. Apenas coisas! Só que , se são apenas coisas o motivo de vc se sentir completo, vc sempre irá procurar mais e mais coisas para se sentir feliz. A verdadeira alegria então; está em outros lugares e situações que muita gente não procura mais reconhecer. 

A vida, as oportunidades, a busca diária pela sabedoria , pela simplicidade, perdeu lugar para a correria e a beleza maquiada dos outdoors , revistas de moda e novelas . Só que a vida não é uma novela! A vida só pode ser bela pra quem não tem medo dela. Não ter medo da vida nos leva a compreender que somos imperfeitos e que as pessoas tb são, e que muitas vezes , na direção do crescimento, iremos errar feio. Só que: se vc compreender e praticar a humildade, vc saberá proporcionalizar o nível de exigência na linha do tempo que vc traçou pra caminhar. 

Esse post é uma volta. Uma volta nas linhas das observações de nós mesmos, de nossas mudanças, de nossas carências e nossas conquistas. Somos imperfeitos , porém, descobrimos a cada dia que é perfeitamente suportável e enriquecedor saber que mesmo sendo imperfeito , podemos suportar as imperfeições que nos levarão a compreender o que ainda temos q melhorar. 
JPS - 23/01/2014.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Razão Universal (individual)

 
Qual a medida certa dos comportamentos afetivos?
Eu realmente tenho pensado sobre isso hoje.
Tem pouco tempo, acompanhei a separação de um amigo muito chegado! A esposa e ele tiveram problemas no casamento e a meu ver, não tinha  nada que justificasse uma separação, mas cada um sabe onde o calo doí em si. Não é mesmo?

O que notei , foi que, muitas pessoas tem o foco em outro local, que não na relação. Alguns são esfuziantemente cheio de emoções, outros são completamente frios , frios mesmo, como gelo. Conheço gente tão gelada que não sabe falar um " Oi estou com saudades" . Alguns são calculistas, outros são racionalistas. Outros são melosos, outros são razoáveis, e por fim, alguns são juizes afetivo-prematuros.

A maioria desses tipos de pessoas, focam o relacionamento em coisas que não são da relação. Elas focam suas metas em si mesmas.
A relação deveria ser a motivação da própria relação.
O objetivo que une as pessoas em casamentos, por exemplo, deveria ser a; relação . E não unicamente seus anseios.
Quem vive num relacionamento , esperando que somente seu corpo seja beijado, e que somente exista momentos de extrema demonstração de sentimentos, sinceramente, acho que não está pronto para viver com alguém. Aconselho essa pessoa a conhcer-se , antes de querer conhecer os outros!

Quem entra numa relação , esperando que o outro conheça tudo de si, está muito equivocado e a busca está errada. Vai se decepcionar!
Numa relação homem e mulher, por exemplo, os dois vivem numa especie de convívio de conhecimento, onde dois seres de " planetas" diferentes, pretendem conhecerem-se mutuamente a ponto de entenderem-se plenamente. Mas meu amigo... ISSO É IMPOSSÍVEL!  Falei sobre isso com minha esposa domingo passado: " Se um homem me disser que conhece uma mulher completamente, das duas uma: ou ele na verdade é uma mulher disfarçada de homem ou ele é um espirito de mulher disfarçado de homem" . O mesmo eu poderia dizer para uma mulher. É pretensão demais perante a vida, alguém achar que consegue conhecer o outro a ponto de julgar saber os passos que a pessoa deveria dar em prol do beneficio de si mesmo. Que loucura!

Logico que não é por isso que não devemos buscar saber o máximo possível como é a pessoa que vive com a gente! Temos sim que tentar entender, buscar conhecer, nos colocar no lugar no outro quando pensamos em situações difíceis. Isso é de suma importância. Como eu disse uma vez para um amigo; Idiossincrasias são inegáveis, mas também são gerenciáveis! O que não se pode fazer é pretender conhecer o outro , sem ao menos ter se empreendido numa busca de auto conhecimento antes de tudo. Seria muito hipócrita isso!

O que estou dizendo aqui é simples: As pessoas se perdem, e perdem possibilidades de relacionamentos lindos, por puro egoismo desenfreado e sem fundamento.
Por ansiedade, por pré julgamentos sem raiz. Isso cria a possibilidade das pessoas tomarem decisões prematuras, julgarem o outro erradamente, tomarem caminhos que no fim o maior prejudicado será o próprio pseudo-maduro-emocional!

Por isso, digo a vocês: Não sejam intolerantes com os seus pares. Busquem a razoabilidade, busquem antes de "cantarem" seus direitos, analisarem os direitos dos outros. Busquem lembrar que somos conhecedores do nosso mundo , o mundo do outro é uma terra que possivelmente ninguém além dele mesmo poderá habitar!
A vida é curta demais, é um clichê falar isso! Mas é verdade. Se você perde tempo se perdendo no tempo que tem com outro, então se olhe no espelho e busque entender que seu tempo para perder pode não ser mais o tempo que o outro tem para ter paciência com você!
 
Não tendo mais nada a dizer, pelo menos quero deixar um video aqui pra quem quiser, curtir!
Abraço!
 
 

Jean Portugal de Souza.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

10 incríveis críticas em forma de ilustrações

O artista polonês Paul Kuczynski, possui um belíssimo e provocativo trabalho com críticas a sociedade, governo e etc que vale a pena ser apreciado. Isso sim é mais uma das obras que eu considero como arte:












Fonte: http://lista10.org/miscelanea/10-incriveis-criticas-em-forma-de-ilustracoes/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Coreanos, Testamentos, Liberdade e Covardia.

Por Marcio H.

(imagem de parte do testamento de Beethoven)

O impacto da morte é sobre aqueles que continuam a viver...

Vendo um programa, chamado TABU, no Nat Geo, que falava sobre morte, achei interessante uma coisa: na Coreia do Sul existe um recorde, o recorde de suicídios.

Eles dão tanta importância em pequenas coisas, em resultados, em complementos na vida que, quando se frustram, tiram suas próprias vidas.
Antagônico e estranho.
A Coreia do Sul pode ser considerado um país desenvolvido, tendo em vista fatores econômicos e financeiros. E por isso mesmo, ver uma situação dessas soa estranho.
Altos índices de suicídios, num lugar assim, são estranhos.
Lá mesmo existe agora um pequeno curso. Um curso quase prático de morte. Funcionários de empresas que possuem suicidas potenciais são encaminhados a esse curso.
Chegando lá são supostamente levados a se sentirem mortos. Vão a um estúdio fotográfico, tiram-se fotos em caixões, algo bem bizarro. Depois são levados aos caixões onde a tampa do mesmo é pregado. Eles ficam alguns minutos ali dentro... Mas isso acontece não antes de escreverem uma carta de discurso de sua suposta morte, ou vida...   Isso me fez pensar no que eu escreveria e no que você escreveria em seu discurso de morte...

Fugindo um pouco agora do programa (afinal, o programa em si dá sua intenção de audiência e explicação dentro do que ele mesmo predispõe a fazer) e entrando no que quero transmitir, é que, claro, ninguém está preparado pra morte, nunca.
Como hoje, escreveríamos essa carta na nossa suposta morte?

Num comercial, direcionado às mulheres, uma bonita mulher escreve uma carta a ela mesma, mas para que seja aberta no futuro. Através do produto (se não me falha a memória, era um produto de beleza) ela lê a carta, depois de anos, e percebe os votos de boa sorte que ela mesma no passado escreveu. Interessantíssimo o comercial.
Pensei a mesma coisa, um pouco diferente, mas sobre nossa morte.
Já pensaram como deve ser “legal” escrever um testamento? Com certeza, uma vez ou outra, já pensamos como seria escrever o nosso testamento (graças aos filmes que sempre mostram isso!).



No meu testamento, a primeira parte seria a cerca dos AGRADECIMENTOS. A quem agradeceria? Meu pai e minha mãe. Fundamentalmente, devo a eles a minha formação biológica, o espermatozóide e o óvulo, metades perfeitas da evolução.
Devo também a maior parte de minha formação moral a eles. Devo a eles boas lembranças da minha infância, devo o cuidado que tiveram comigo, devo o empenho de meu pai no seu trabalho por garantir “o ganha pão”, nosso sustento Devo a ele o simples exemplo que ele, inconscientemente, passou a mim.
Devo à minha mãe o tempo comigo, a atenção quase absoluta para comigo e meus irmãos. Devo a ela as orientações e o cuidado comigo.
Enfim, eu, no testamento, agradeceria em demasia aos meus pais por quase tudo que eu busquei ser.
A quem mais agradecer!? Poderia agradecer a cada pessoa que fez parte em algum momento da minha vida. Outros mais outros menos, mas não cabe aqui perder tempo com isso. Aqui ainda não é um testamento!
Um testamento haveria também uma parte onde se abriria o jogo, se “rasgaria o verbo” quanto aos desafetos, desamores, decepções, rancores, falsas amizades, falsas relações, enfim, um capítulo ingrato, mas, fundamental.
Imagino que muitas pessoas teriam muito a dizer àqueles pelas quais fomos passados para trás, por algum motivo, mas muitas vezes evitamos o confronto direto, o estresse do “ver novamente” e o “bater de frente” de novo.
Imaginem a oportunidade de expor por escrito, sem chance de direito de resposta, aquilo que sempre ficou internado em nós!!! Ter a possibilidade de falar o que se pensa, falar tudo que ficara entalado.
Sabe o que isso tudo significa!? Simplesmente uma coisa: Liberdade!
Toda essa história de testamento é a exteriorização do queríamos fazer, sem a responsabilidade de assumir o estresse, o desentendimento. E isso tem um nome... o nome disso!? Covardia!

Bom, posso até dizer que a morte, depois de constatar esse testamento e dentre outros significados, tem dois conceitos interessantes:
Liberdade e Covardia

Junte as palavras “liberdade” e “covardia” e obtenha o extrato básico, uma palavra que se contém no significado das duas outras... Fuga!
Fuga.
Consigo entender agora o porquê dos suicídios dos sul-coreanos e dos demais suicidas.
Não são perfeccionistas ao extremo. Mas covardes em demasia.
Simples.


Marcio H.